Eliane Faria

Carioca, cantora e compositora. Neta do violonista César Faria e filha de Paulinho da Viola. Sobrinha de Anescarzinho do Salgueiro. Integrante da ala de compositores da Portela. Atua também como segunda intérprete da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti. Em 1994, estreou o show 'A filha canta o pai', com direção de Túlio Feliciano e Nei Barbosa. No ano seguinte, apresentou os shows 'Eliane Faria, cantando os 30 Anos de carreira de Paulinho da Viola' com a participação da Velha Guarda da Portela, na quadra da Portela, e '70 anos de Nelson Sargento', no Asa Branca. No mesmo ano, participou do projeto 'Encontro Notáveis', no Teatro Rival, tendo Djavan como padrinho. Neste mesmo ano participou do projeto 'Mulheres de março' com Elza Soares, acompanhadas da pianista Délia Fisher, no Hotel Intercontinental. No ano de 1997, ao lado de Cláudio Lins e Ivan Lins, Mart’nália, Renato Correa, Rodrigo e Diego, Carol Sabóia, Bernardo Lobo, Bebel Lobo e Edu Lobo, entre outros, participou do CD 'Tal pai tal filho', produzido por Paulinho Tapajós, disco no qual interpretou em dueto com o pai 'Arvoredo' (Paulinho da Viola). Fez shows em vários teatros, como Espaço das Artes, no Rio de Janeiro (c/ a Velha Guarda da Portela); Teatro Municipal de Niterói; Centro Cultural da Light e Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Em 2000, com Monarco, Paulinho da Viola, João Nogueira, Cristina Buarque, Simone Moreno, Wilson Moreira, Noca da Portela e Dorina, participou do disco 'Ala dos Compositores da Portela', no qual este grupo interpretou 'Hino da Velha Guarda', de autoria de Chico Santana. No ano de 2002, ao lado de Carlos Dafé, Lúcio Sherman, Marko Andrade, Pecê Ribeiro e Rubens Cardoso, entre outros, participou da coletânea 'Conexão carioca 3', produzida por Euclides Amaral com apresentação do letrista Sergio Natureza. Neste CD interpretou 'Amor poente' parceria do poeta Célio Khouri com Anescarzinho do Salgueiro. Neste mesmo ano, participou do CD 'Clássicos do samba', ao lado de Dona Ivone Lara, Martinho da Vila e Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, disco no qual interpretou 'Portela na avenida' (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) e 'Ilu-ayê', de autoria de Norival Reis e Cabana, com arranjo de Jotinha de Moraes, entre outras. Em 2003, com Euclides Amaral, produziu o CD 'Alma feminina'. No disco, gravado ao vivo 2001 em show homônino na Choperia do Sesc Pompéia, em São Paulo, prestou homenagem a outras cantoras: Elza Soares, Elizeth Cardoso, Dona Ivone Lara, Odete Amaral, Aracy de Almeida, Linda e Dircinha Batista, Ademilde Fonseca, Maysa, Beth Carvalho, Cristina Buarque, Clara Nunes e Clementina de Jesus, interpretando composições do repertório das homenageadas: 'Mulata assanhada' (Ataulfo Alves), 'Barracão' (Luís Antônio e Oldemar Magalhães), 'Tiro ao Álvaro' (Adoniran Barbosa e Oswaldo Moles), 'Menino Deus' (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), 'Alguém me avisou' (Dona Yvone Lara), 'Quantas lágrimas' (Manacéia), 'Folhas secas' (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito) e 'Gostoso veneno' (Wilson Moreira e Nei Lopes), entre outras. O CD, lançado pelo selo ICCA (Instituto Cultural Cravo Albin) com apoio do MINC (Ministério da Cultura), contou com texto de apresentação de Ricardo Cravo Albin e ilustrações do cartunista Lan. Entre seus parceiros destacam-se Noca da Portela 'Cara e coroa'; Maurílio e Magno (do grupo Quinteto em Branco e Preto) 'Ingratidão' e Franco Cava em 'Homenagem ao Lan' e 'Lua de Madureira'.

fonte: Site Eliane Faria
http://www.elianefaria.com.br/