Serginho
(Sérgio Procópio da Silva)

Nascido em 05 de dezembro de 1967, foi criado em Marechal Hermes e hoje mora no subúrbio do Bangu. Entrou para o grupo em substituição a Osmar, seu pai. Admirador incondicional do trabalho da Velha Guarda, o convite que recebeu para participar do grupo foi encarado com naturalidade.

Detentor de uma tradição musical de três gerações, aprendeu a tocar cavaquinho com o pai, de quem, desde jovem, acompanhava as atividades artísticas: festas, shows, excursões e gravações. Participava do pagode que Osmar dirigia em Bento Ribeiro.

A incorporação de Serginho à Velha Guarda é mais uma demonstração de que os laços familiares exercem papel importante na perpetuação das tradições portelenses.

Serginho dedica-se exclusivamente à música. Além de tocar cavaquinho, é também compositor. Suas músicas mereceram gravações de cantores e grupos importantes, como Zeca Pagodinho, de quem é parceiro, Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, Beth Carvalho, Negritude Júnior, Soweto, Exalta Samba. Tornou-se parceiro de Casquinha, com quem fez “Ultimo recado”.

Zeca Pagodinho, no disco Um dos poetas do samba, “Talarico, ladrão de mulher”, parceria de ambos. No ano seguinte, no álbum Alô, mundo, Zeca Pagodinho incluiu “Mandei um toque” (com Espingarda de Xerém e Zeca Pagodinho). No ano de 1995, o Grupo Fundo de Quintal, em seu disco Palco iluminado, incluiu de sua autoria “Vem me dar um beijo”, em parceria com Moisés Santiago e Alexandre Silva. Foi gravado por Luizinho SP, Neguinho da Beija-flor, dentre outros. Teve sua composição “Encaixe perfeito”", em parceria com Luiz Cláudio Picolé, gravada pelo grupo Swing & Simpatia, incluída na trilha sonora da novela Celebridade, da Rede Globo.

Serginho Procópio foi Presidente da Portela, eleito em 2013, e um dos responsáveis pelo vitorioso movimento de revitalização da escola, que culminou no título de campeã do carnaval carioca, em 2017, quando já estava fora da presidência da Azul e Branco. Segundo o site Sambarazzo, “músico dos mais apaixonados pela arte de cantar e compor, Procópio revela que o desejo de presidir a Portela não partiu do próprio sambista, que afirma jamais ter tido pretensões políticas dentro da escola de coração. No entanto, para dar fim à chamada “Era Nilo Figueiredo”, que durou oito anos, e teria deixado a instituição afundada em dívidas, ele topou o convite para ser o principal nome da chapa vencedora do pleito de 2013, que teve como vice-presidente Marcos Falcon, atualmente uma grande liderança portelense, e Monarco, maior nome da Velha Guarda da escola e uma das maiores referências do Carnaval carioca, como Presidente de Honra.

Da música à política de sua escola de samba, Serginho Procópio permanece como herdeiro legítimo de Osmar do Cavaco, atuando na Velha Guarda da Portela como um de seus músicos mais talentosos e atuantes.

Fontes: VARGENS, João Baptista M; MONTE, Carlos Monte. A Velha Guarda da Portela. 2. ed. Rio de Janeiro: Manati, 2004
http://sambarazzo.com.br/site/e-ai-noticias/serginho-procopio-vai-deixar-presidencia-da-portela-nao-fui-o-cara-nem-quis-ser