Mauro Diniz
(José Mauro Diniz)

Nasceu na Rua Rio Claro, em Oswaldo Cruz, em 03 de outubro de 1952. É filho de Monarco, baluarte da Velha Guarda da Portela, e de Mria Teresa Diniz, que desfilava na escola.

eu primeiro aniversário foi festejado com um pagodo promovido pelo pai, com a preença de Alcebiades Histórico, Zé Kéti e Chico Santana.

Viveu em Oswaldo Cruz até os 13 anos, quando perdeu a mãe, depois foi para Padre Miguel e, mais tarde, para Nilópolis, para a casa da avé paterna. Em 1968, retornou a Oswaldo Cruz, indo viver com a avó materna, Matilde.

Seu envolvimento com a música vem de longe. Quando tinha 09 anos, a mãe lhe deu um violão. Em Padre Miguel, enturmou-se com a rapaziada que tocava e aprendeou mais um pouco, já que ainda garoto, observava o tio dedilhando o instrumento em Oswaldo Cruz.

Aos 17 anos, formou o conjunto Quarteto Vitòria, com Edir, Waldir e Chicória. O grupo ensaiava diariamente. Gravou duas músicas em acetato e chegou a cantar na Rádio Nacional, no programa de Manuel Barcelos, após a apresentação do famoso Vicente Celestino.

Empolgado com a música e não indo tão bem nos estudos, monarco mandou-o de volta para Nilópolis. Maura resolveu, então, fazer prova para aprendiz de marinheiro. Aprovado, mudou-se para Vitória (ES). Na Marinha, começou a toca em um conjunto de rock e a jogar no time de futebol.

Depois de um ano e meio, retornou ao Rio e foi direto para a casa da avó em Oswaldo Cruz. Comprou um cavaquinho e se apresentou no Teatro Opinião, acompanhando o pail

Aos 26 anos, deixou a Marinha par se dedicar aos estudos e a música. Terminou o primeiro e o segundo graus e passou no vestibular para Educação Física. Estudou até o quantio período. Com Carlinhos, irmão de Hélio Delmiro, aperfeiçoou seus conhecimentos de violão e fez parte do Projeto Pixinguinha, com Monarco, Paulinho da Viola e Canhoto Paraíba. Na ocasião, Copinha deu-lhe aulas de divisão.

Mauro ia aos ensaios da Velha Guarda da Portela com o pai, na Portelinha e em csa de Manacéa. Levava o violão e ficava, no canto, dedilhando. Quando seu Lincoln faltava, era convidado a tocar.

Mais tarde, já no tempo de Jorge do Violão, quando seu Lincoln deixou o conjunto por motivo de saúde, foi convidado a integrar o grupo.

Jorge tocava violão 7 cordas, e o Mauro, violão 6 cordas.

Mauro não interrompeu seus estudos musicais. Fez cursos de harmonia, percepção, arranjo e improvisação. Foi convidado a acompanhar artistas famosos, entre eles Beth Carvalho. Em 2000, foi conviado a integrar a banda da cantora Marisa Monte.

Por conta dos muitos compromissos assumidos, precisou deixar a Velha Guarda da Portela. Em ocasião espaciais é conviadado a se apresentar com o grupo. Participou da gravação e dos shows de lanaçmento do CD Tudo Azul. "Com a Velha Guarda sinto-me como se estivesse em casa. É diferente de tocar com outros artistas. Toco mais à vontade" diz ele.

Gravou dois discos solo: O primeiro em 1987 e o segundo em 1991.

É também compositor e destaca, aléms do pai Monarco, Ratinho e Franco como seus principais parceiros. Entre as suas composições incluem-se: Depois de Madureira e o samba inédito Respeito é bom, parceria com Franco); Santa Paciência e Garrafeiro (Parcerias com Zeca Pagodinho); Bamba de berço e cheiro de saudade (parcerias com Sereno); Menor abandonado (parceria com Zeca Pagodinho e Pedrinho da Flor) e Dor da Saudade (parceria com Monarco).

Fonte.: Livro - A Velha Guarda da Portela
João Baptista M. Vargens & Carlos Monte