Jorge do Violão
(Jorge da Conceição)

Nasceu em 30 de maio de 1930, em pureza, distrigo de São Fidelis (RJ), e morreu em 17 de julho de 1999. Aos 8 anos, veio com a família para o Rio de Janeiro e foi morar no morro da Favela.

O pai, Antenor Francisco de Oliveira, trabalhou na Light como condutor de bondes. Em 1939, ao chegar a casa e saber que a esposa não jogara na vaca como peira, abandonou a família e nunca msi foi visto, deixando a mulher com cinco filhos, entre eles Jorge. Queria, com o lucro da aposta, voltar para Pureza com a família.

Na Favela, Jorge conheceu o pessoal do conjunto Noso Samba. Aprendeu a tocar cavaquinho com Manuel Nicolau, amgio de sua mãe, que o presenteou com o instrumento.

Em 1939, já servia cafezinho na sede do Departamento de Portos e vias Navegáveis, na Praça Mauá, onde foi admitido oficialmente em 1943. Foi cabineiro e funcionário exemplar até se aposentar.

Ainda Jovem, apresentou-se nos progamas raiofônicos de Ari Barrosos, REnato Murce, Aerton Perlingeiro e Jorge Curi.

Da Favela foi para o Jacarezinho, e depois para Duque de Caxias.

Voltou para a Favela e , de lá, mudou-se para Realengo. Estabeleceu-se em Oswaldo Cruz em 1961, ano em que foi formado o conjunto Mensageiros do Samba, do qual era o violonista.

Jorge do Violão acompanhou grandes artistas, entre eles Elisete Cardoso, Clara Nunes, Martinho da Vila, Candeia e Roberto Ribeiro. Fez parte da Velha Guarda da Portela nas décadas de 1970 e 1980, quando, impedido pelo diabetes, teve que sair. Formou com Osmar do Cavaco uma dupla cosntante. Tocavam a´te "por pensamento".

Seu violão 7 cordas proporcionou-lhe a satisfação de realizar seus três maiores desejos: tocar com Elisete Cardoso, viajar de avião e conhecer a Bahia.

Temperamental, Jorge aborreceu-se na Portela e desfilou em outras escolas: na Vila Isabel, a convite de Martinho da Vila, e na Império Serrano, a convite de Roberto Ribeiro.

Na adolescência, alimentou uma grande paixão por uma moça do Jacarezinho. Não tendo sido aceito pela família da jovem, decidiu jamais casar-se. Solteiro de registro civil, Jorge teve algumas companheiras que lhe deram filhos.

 

Fonte.: Livro - A Velha Guarda da Portela
João Baptista M. Vargens & Carlos Monte