ARGEMIRO
(Argemiro Patrocínio)


Nasceu em Quintino Bocaiúva, subúrbio do Rio de Janeiro, em 28 de Junho de 1922, filho de um casal mineiro, natural de Barbacena. O Pai era funcionário do Banco do Brasil e detestava samba.

Quando jovem, assim como alguns integrantes da Velha Guarda da Portela, morou em casa de Madalena Xangô de Ouro, na Rua Quintão, em Quintino Bocaiúva. Lá conheceu sambistas famosos do Estácio.

Sua primeira residência em Oswaldo Cruz foi na casa de uma tia que morava na Rua B, atual Sergio de Oliveira, em frente à antiga sede da Portela. Depois, mudou-se para uma casa de vila na Rua Fernandes Marinho, onde promovia muitos pagodes, e, mais tarde, para São João de Meriti.

Antes de dedicar-se exclusivamente à música, foi mecânico de refrigeração e ajudante de Laboratório. Trabalhou em uma loja de eletrodoméstico, de onde foi demitido por ter faltado ao trabalho par participar de uma festa na casa de Madalena.

Esse veterano portelense pertenceu durante muitos anos à bateria da escola. Passou a compor aos 56 anso. Exímio pandeirista, diz sem modéstia:

No pandeiro, não tenho sucessor dentro da Velha Guarda. Não há quem bata do meu jeito. Havia bons pandeiristas na Portela: O Neco e o Júlio. Na Velha Guarda, eu e o Alberto fazíamos uma dupla que funcionava como um surdo de marcação e outro de resposta.

Embora reconheça o mérito e a autenticidade da Velha Guarda, Argemiro é cético em relação ao fututo da Portela.

A Velha Guarda da Portela é a única Velha Guarda do Rio. Já a Portela, vai de mal a pior. Não tem mais empolgação, harmonia. É preciso garimpar bons elementos. Há outo, mas não há garimpeiros.

Ainda em plena atividade, Argemiro tem desenvolvido parceirias com a jovem compositora de cantora Portelense Teresa Cristina: " Ela é uma

 

Fonte.: Livro - A Velha Guarda da Portela
João Baptista M. Vargens & Carlos Monte