A PORTELAMOR convida a todos para fazer uma visita ao passado e relembrar o nascimento da PORTELA.

Nos Séculos XVIII e XIX havia no Rio de Janeiro 13 engenhos de açúcar, produtivos e economicamente importantes, sendo que uma fazenda se destacou, Engenho do Portela, sua extensão era do Campinho até Rio das Pedras, os escravos contribuíam no labor do dia-a dia. Essa extensão de terra mais tarde recebe o nome do boiadeiro e mercador mais famoso da localidade: LOURENÇO MADUREIA.

Em 1890, com a chegada do TREM, um número expressivo de pessoas circulava por aquela localidade, denominado de Rio Vizinho. Em 1917 recebe o nome definitivo de OSWALDO CRUZ em homenagem ao grande sanitarista.

A História da Portela remete aos idos de 1921, quando Esther Maria Rodrigues (1896-1964) e seu marido Euzébio Rosas, então porta-bandeira e mestre-sala do cordão Estrela Solitária, de Madureira, mudaram-se daquele bairro para Oswaldo Cruz, onde fundaram o bloco “Quem Fala de Nós Come Mosca”.

Uma dissidência desse bloco, comandada por Galdino Marcelino dos Santos, Paulo Benjamim de Oliveira (conhecido como Paulo da Portela), Antônio Rufino e Antônio da Silva Caetano, deu origem em 1922 a outro bloco, o “Baianinhas de Osvaldo Cruz”, que logo no ano seguinte adotou um estatuto e montou uma diretoria, fato que faz com que a data de fundação da Portela seja muitas vezes remetido erroneamente a 1923. O Bloco, no entanto, não durou muito tempo.

Abril de 1923 Rufino, Caetano e Paulo, reunidos numa casa, onde funcionava o Bar do Nozinho, na Estrada do Portela, número 412, decidiram criar um outro Bloco, em 11 de abril de 1926, nascendo assim o “Conjunto Carnavalesco Osvaldo Cruz”. Fundado sob os conceitos de Paulo Benjamin de Oliveira, evitar os confrontos nas ruas. Dias após a fundação do bloco, Paulo cuidou do batismo. D. Martinha baiana ligada ao Candomblé, declarou padroeiros Nossa Senhora da Conceição e São Sebastião. D. Martinha foi declarada a madrinha.

“Em 1930 a Escola desceu com o nome de “Quem Nos Faz é o Capricho”, dado por Heitor dos Prazeres após ganhar o concurso de carnaval e ao chegar a casa, assumiu o Conjunto de Oswaldo Cruz e sua primeira providência foi trocar o nome do” Conjunto de Oswaldo Cruz”, realizou algumas apresentações, mas não houve concurso. Após o carnaval, Manuel Bam Bam e Antônio Rufino, os principais adversários de Heitor dos Prazeres, retornaram à direção da escola e mudaram seu nome para “Vai Como Pode”.

No dia 1º de maio de 1934, ao receber os dirigentes da Vai Como Pode pretendiam renovar a licença de funcionamento, o delegado Dulcidio Gonçalves fez uma proposta inesperada: a mudança do nome da escola. Alegou que o atual nome era chulo para uma Escola de Samba de grande porte. Paulo da Portela tentou argumentar mais o delegado sustentou e idéia de mudança e sugeriu um novo nome “GREMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA PORTELA”. Diante das circunstâncias, a proposta foi aceita.

O Samba Dominando o Mundo, a antiga Vai Como Pode, agora PORTELA, entrou para a História como vencedora do primeiro desfile do Rio de Janeiro, em 1935.

Na primeira etapa da História da Portela, Paulo Benjamin de Oliveira foi quem conduziu os destinos da Escola, auxiliado por seus companheiros de samba, sendo os mais chegados Antônio Caetano e Antônio Rufino. Ainda em torno de sua liderança outros bambas se faziam presente como: Manuel Gonçalves dos Santos (Manuel Bam Bam), Ernani Alvarenga, Alcides Dias Lopes (Alcides, malandro histórico), Nélson Amorim, João da Gente, Chico Santana, Alberto Lonato, Cláudio Bernardes, Osvaldo dos Santos (Alvaiade).

A segunda Etapa da História da Portela foi conduzida por Natalino José do Nascimento, Natal, foi nos fundos da casa de seu pai, Napoleão na esquina da Rua Joaquim Teixeira com a estrada do Portela, que foi fundada a Escola. Responsável por uma odisséia da escola azul e branco na revolução das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

A morte de Paulo da Portela que Natal resolveu se dedicar à PORTELA e ajudou a transformá-la na maior de todas as escolas de samba. Em 1972, Natal começou a construir a atual sede da PORTELA, o PORTELÃO. Natal foi um sambista rei, Rei do Samba, do bairro, da cidade. Natal foi um sambista que nunca fez samba, que nunca desenhou um passo, que nunca cantarolou um refrão.

O AMOR superou a DOR. Os primeiros Portelenses foram mágicos, transformaram o sofrimento dos ex-escravos e seus filhos em músicas. As primeiras composições da Portela retratavam todas as dificuldades, carência, que aquelas pessoas passavam naquele período de libertação. O jongo, como expressão tipicamente rural, encontrou na região de Madureira e Oswaldo Cruz, afastadas do centro da cidade, um campo fértil para a preservação quase intacta de sua forma mais pura e original.

A visita ao passado que o GRUPO PORTELAMOR convidou a todos vai ficando por aqui mais a Portela continua escrevendo a sua HISTORIA.

Fonte:
:: Site oficial do GRES Portela
:: PortelaWeb
:: Wikipedia
:: Carnaval