Redução de alegorias na Série A? Presidente da Lierj e carnavalescos rechaçam a ideia

 

Por Redação SRzd

Após o corte da subvenção da prefeitura destinada aos desfiles da Série A, possíveis mudanças no regulamento para o Carnaval 2018 foram estudadas. Entre elas, a redução do número de alegorias. Contudo, a essa altura do campeonato, segundo o presidente da Lierj, Déo Pessoa, e carnavalescos das agremiações, não há possibilidade de mudança.

Na festa de lançamento do CD, Déo confirmou a manutenção do número máximo de quatro alegorias e o mínimo de duas: “Já fechamos o regulamento na semana passada. Apesar do corte, e a gente sabe que esse corte vai afetar muito a estrutura do nosso Carnaval, as escolas já estavam com todos os projetos bem encaminhados e com carros já na madeira, então, hoje, reduzir uma ou duas alegorias acaba sendo uma perda de dinheiro, um dinheiro jogado fora. A gente vai levar esse carnaval na força e na coragem e vamos fazer de tudo para não deixar o ritmo cair”.

Em entrevista ao SRzd, o carnavalesco da Porto da Pedra, Jaime Cezário, também se opôs à redução, mas alertou para a dificuldade financeira: “Concordo em não reduzir o número de carros. O carnavalesco tem que contar uma história. Na Série A já tem um número pequeno de alegorias e fantasias. Reduzir mais? Acho complicado. Mas também como fazer se não vai ter dinheiro? Então, ficamos naquela coisa: não adianta a gente querer, querer eu quero, mas e o dinheiro?”, indagou Jaime.

Estreante na Série A, o carnavalesco da Cubango, Leonardo Bora, aguarda a publicação do regulamento oficial e concorda que seria problemático reduzir um projeto agora: “Nós ainda estamos aguardando uma posição oficial da Liga. Agora, eu e o Gabriel (carnavalesco) já temos o projeto fechado há meses e entendemos que seria muito complicado alterar um projeto já em andamento. A Cubango, por exemplo, já está com os quatro carros em produção. Nessa altura do campeonato, reduzir um projeto e cortar uma ou duas alegorias causaria um grande problema de leitura do enredo e do visual na avenida”.

TRIPÉS SÃO PROIBIDOS

Apesar da não redução do número de alegorias, a mudança dada como certa pela Lierj é a proibição dos tripés nos desfiles da Série A. Os elementos alegóricos já não foram permitidos em comissões de frente nos carnavais de 2016 e 2015.  Para 2018, a restrição é geral.

“As escolas não vão poder trazer tripé nem na comissão de frente, nem durante o desfile. Isso já estava definido anteriormente e a gente manteve por conta desse corte”, afirmou Déo Pessoa, presidente da Liga.

Fonte.:  www.srzd.com